Resenha: O Reino de Zália – Luly Trigo

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Sinopse Editora Seguinte: 

No primeiro livro de fantasia de Luly Trigo, uma princesa se vê obrigada a assumir o governo do país em meio a revoltas populares, intrigas políticas, conflitos familiares e romances arrebatadores.(Resenha: O Reino de Zália – Luly Trigo).

Por ser a segunda filha, a princesa Zália sempre esteve afastada dos conflitos da monarquia de Galdino, um arquipélago tropical. Desde pequena ela estuda em um colégio interno, onde conheceu seus três melhores amigos, e sonha em seguir sua paixão pela fotografia.

Tudo muda quando Victor, o príncipe herdeiro, sofre um atentado. Zália retorna ao palácio e, antes que possa superar a perda do irmão, precisa assumir o posto de regente e dar continuidade ao governo do pai. Porém, quanto mais se aproxima do povo, mais ela começa a questionar as decisões do rei e a dar ouvidos à Resistência, um grupo que lidera revoltas por todo o país. Para complicar a situação, Zália está com o coração dividido: ela ainda nutre sentimentos por um amor do passado, mas começa a se abrir para um novo romance.

Agora, comprometida com um cargo que nunca desejou, Zália terá de descobrir em quem pode confiar – e que tipo de rainha quer se tornar.

Opinião: 

Olá compulsivos, tudo bom? Hoje vamos falar um pouco sobre essa obra que eu considero uma distopia mais do que fantasia. Luly Trigo é uma autora nacional já muito conhecida entre o público adolescente com várias obras, como por exemplo, “Meus Quinze Anos” que ganhou adaptação para o cinema. Em sua estreia nas distopias, a autora consegue colocar elementos fortes e atraentes, no entanto, com alguns pontos muitos clichês dos romances adolescentes.

O Reino de Zália é uma história em que a visualização do começo, meio e fim é bem perceptível. Nela conhecemos Zália uma princesa que está se desenvolvendo humanamente longe do castelo, o que acaba lhe proporcionando uma visão de mundo um pouco distante das maravilhas de se fazer parte da realeza; mesmo que as regalias ainda caminhem com ela diariamente. Após seu irmão, o príncipe regente sofrer um acidente e vir a óbito, ela assume a responsabilidade de regente e volta a se residir no castelo, e é justamente nessa mudança de quadros que ela passa a sentir o peso de ser uma princesa.

O início do livro não é muito atraente e sua apresentação é pouco convincente para querer continuar a ler. O que realmente salva é o último paragráfo do primeiro capítulo que incendeia a história ali mesmo. Neste ponto temos a noção e a expectitativa de que não será uma história romântica de uma princesa e seus conflitos internos romantizados para assumir um trono, mas, testemunhamos o nascimento de uma governante.

Ao voltar para o castelo e aceitar a responsabilidade de ser a regente após uma séries de considerações, o sofrimento do luto e incesantes discussões com o rei seu pai, o seu início de regente é marcado por mudanças. Dentre elas e que são válidas a pontuação é a definição da troca dos conselheiros do pai, em que ela coloca seus três melhores amigos, Julia, Bianca e Gil, que são o grande suporte de Zália e o alívio real da história. É justamente nessa mudança, que Zália mostra todo seu pontecial.

Zália é marcada pelas feridas de um relacionamento mal sucedido com Enzo que era o segurança pessoal de seu irmão Victor e que agora torna o seu. Diante de dúvidas e medo, ela tenta levar sua vida como regente diante da presença dele e isso lhe traz confusão. As questões do coração ficam complicadas quando Antonio, o jovem acessor político do palácio, a atrai e sentimentos por ele nascem. No entanto, Zália não quer que isso a atrapalhe, pois, ela sabe que o reino não vai bem.

A morte do seu irmão foi marcada após um discurso sobre planos na previdência de Galdino e isso acabou inflando ainda mais a resistência por todo o país. Após uma séries de investigações influenciadas por sua mãe que age discretamente, Zália descobre os podres dos políticos que governam os estados de Galdino e isso acaba resultando em uma grande reviravolta política na trama.

Esse livro possui muitas coisas e informaçoes que são colocadas nos momentos certos e que trazem o total sentido para história. Sua trama política é quase uma movimentação real do que acontece em nosso país e as reformas trazidas por Zália, são na minha opinião, o modelo certo e que beneficia a população. Os romances não são de obrigatoriedade, mas, eles e as aventuras com os amigos de Zália conseguem trazer o alívio inocente para história.

É um livro especial, pois nele consegui enxergar a essência daquilo que me forma como pessoa e como eu imagino o mundo. Um lugar incrível em que conseguimos usufruir dele o respeitando e também a seus habitantes. Para quem não estava gostando do início ele se tornou um queridinho da minha estante. Leiam!

Avaliação: 4,5 estrelas 

A autora Luiza Trigo, ou Luly, como prefere ser chamada, nasceu no Rio de Janeiro, onde se formou em Cinema, e fez uma especialização em Roteiro pela New York Film Academy (NYFA). Trabalhou em uma produtora de Nova York como assistente de produção e câmera e, de volta ao Rio, participou de produções audiovisuals, além de atuar como assistente de direção na direção na gravação de DVDs de diversos músicos profissionais. Em 2008, produziu seu primeiro curta-metragem, Delito, que ganhou o prêmio de Melhor Curta do Festival Cinesul. É autora de Meu Jeito Certo de Fazer Tudo Errado, Uma Canção Pra Você, Na Porta Ao Lado, As Valentinas, A Caixinha Mágica e Meus 15 Anos, que teve os direitos vendidos para o cinema e, com roteiro da própria autora, estrela nas telonas em 2017.

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Goiano do pé rachado e comedor de piqui. Alucinado por histórias fantásticas e distópicos. Tributo, Hobbit de nascença, e habitante do país de Aslan. Entre os autores Suzanne Collins é majestade e Tolkien é imperador. Técnico em Química e buscando ser químico industrial intercalado com a vida de escritor, um dia qualquer publicará seu livro. Não dispensa um cinema...

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