Sinopse Suma: Elas despertaram, famintas. Agora, enquanto o mundo afunda no caos, e pessoas são devoradas nas próprias camas, nada parece capaz de conter a expansão. Segundo livro da trilogia que começou com A colônia. Ao receber um pacote em seu laboratório, em Washington, a dra. Melanie Guyer não poderia prever que, de um dia para o outro, a espécie ancestral de aranhas que eclodiu daquela bolsa de ovos causaria o caos no mundo inteiro. Milhões de pessoas estão mortas. Outras milhares foram feitas de hospedeiras. Aranhas devoradoras de carne marcham por todo lugar, e a expansão está só começando. Ninguém está a salvo. (Resenha: A Expansão – Ezekiel Boone)

Se você não leu A Colônia, esta resenha apresenta Risco de Spoiler!

Opinião: A Colônia foi, em minha opinião, um dos melhores livros de terror no estilo “animais assassinos” lançados nos últimos anos (talvez décadas). Munido de uma premissa interessante, com um estilo narrativo envolvente e sem cair no trash, Ezekiel Boone estreou em grande estilo e colocou seu nome no roteiro dos fãs do gênero. Minha resenha à época o classificou como um dos melhores lançamentos de terror de 2016 (clique aqui para ler), e a expectativa para sua continuação – trata-se de uma trilogia, era imensa. Tão imensa quanto foi a frustração após ler a famigerada sequência: A Expansão.

Após a onda apocalíptica das aranhas carnívoras do volume um, A Expansão se mostrou um livro vazio e sem um propósito bem definido. Para vocês terem uma boa ideia, a obra não tem uma história clara, um fio condutor que faça lógica, e limita-se a elencar sequências de acontecimentos ao redor do Globo bem naquele estilo de “encher linguiça”. Em síntese, as quase trezentas páginas criam expectativas aos montes, mas absolutamente NADA acontece. Até mesmo as aranhas aparecem de forma tímida e contida e ao invés de suspense e terror, o que temos são relatos que ou não fizeram nenhuma diferença no conjunto total da obra ou poderiam ter feito parte do livro um.

Os personagens principais já estão bem definidos neste livro e, entre um relato ou outro de algo que poderá ocorrer ao redor do mundo, suas buscas de sobrevivência ou de encontrar uma solução para o caos são relatadas no mesmo estilo fraco que permeia toda a obra. Nenhum dos núcleos de personagens apresenta avanço ou atitude significativa que faça diferença na história. Até mesmo a área científica, onde se concentra a busca pelo extermínio das aranhas, come moscas em cenas que não acrescentam nada. Talvez a única ação que mereça destaque seja, já nos capítulos finais, a reunião de diversos personagens em um único local, com exceções.

Acredito que boas histórias mereçam ser contadas da melhor forma possível, portanto existem histórias que justificam facilmente uma trilogia ou até mais que isso. Outras nem tanto. Há autores que nos entregam calhamaços de mais de mil páginas e autores que em um único livro dão seu recado. Em todos esses casos, claro, terminamos a leitura com a satisfação de que tudo foi bem executado. A Expansão, porém, evidenciou pra mim, que Ezekiel Boone não tinha na manga uma história para três livros. Talvez uma duologia, quem sabe. O fato é que o livro dois é um balde de água fria, não faz a menor diferença para a história e derruba o tesão que o livro um despertou.

Aguardemos a sequência final!

Avaliação: 2 Estrelas

O Autor: Ezekiel Boone mora no norte do estado de Nova York, com a esposa, os filhos, e dois cachorros desobedientes. A Colônia é seu livro de estreia.

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Jornalista e aprendiz de serial killer. Assumidamente um bookaholic, é fã do mestre Stephen King e da literatura de horror e terror. Entre os gêneros e autores preferidos estão ficção científica, suspense, romance histórico, John Grisham, Robin Cook, Bernard Cornwell, Isaac Asimov, Philip K. Dick, Saramago, Vargas Llosa, e etc. infinitas…

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