Sinopse Arqueiro: Em Notre-Dame, Ken Follett descreve as emoções que sentiu ao saber do incêndio que quase destruiu uma das maiores catedrais do mundo. O autor reflete sobre o papel que a catedral desempenhou ao longo do tempo e revela a influência que ela exerceu tanto em outras catedrais ao redor do mundo quanto em um de seus mais conhecidos e adorados romances, Os Pilares da Terra. (Resenha: Notre-Dame – Ken Follett)

Opinião: Mundialmente famosa, a catedral de Notre-Dame, em Paris, só entrou pra valer no meu universo pessoal a partir da leitura de O Corcunda de Notre-Dame, de Victor Hugo. Foi por meio dessa história que o ponto turístico saiu do campo de “atração a ser visitada um dia” para uma referência de história, de arquitetura e, por que não, de uma nação. Publicado em 1831, o romance de Hugo fez dela um organismo vivo, testemunha e palco da história. E assim ela passou a significar algo a mais nos meus níveis de conhecimento.

Fascinado pelo mundo medieval e toda sua cultura, principalmente no campo religioso, me encantei com a saga da construção de uma catedral, dedicada a santo Adolfo, narrada por Ken Follett no monumental e épico Os Pilares da Terra. Fui fisgado pelo livro, devorei a série e tenho a história como uma das melhores já escritas. Follett deu vida a personagens humanos demais, críveis em excesso e ambientou a trama tão bem que quase me fez também um personagem a vagar por aquele povoado e sua sanha em homenagear Deus com sua catedral.

E numa triste noite a Notre-Dame de Victor Hugo, catedral arduamente construída como a de Kingsbridge de Follett, incendiou-se em um dos mais tristes episódios recentes de destruição do patrimônio histórico no mundo. “Incontestavelmente, a Igreja de Notre-Dame de Paris é ainda hoje um majestoso e sublime edifício. Mas, por bela que se tenha conservado ao envelhecer, é difícil não suspirar, não se indignar a gente à vista das degradações, das inúmeras mutilações que simultaneamente o tempo e os homens têm feito sofrer ao venerável monumento…”, escreveu Victor Hugo. Quão bem esse trecho se encaixa ao vislumbrar, séculos depois, a catedral em chamas?

No ensaio Notre-Dame, Ken Follett, construtor de catedrais, resgata a importância histórico-cultural da igreja. Em uma narrativa que se assemelha a um rico guia turístico, ele nos leva a desvendar detalhes da construção, destruição e reconstrução, reformas, ampliações, restaurações. O seu olhar de admirador é compartilhado conosco de forma que passamos a entender aquele monumento muito mais do que como um simples templo religioso. E nos faz olhar para nosso entorno porque, afinal, como não pensar no Museu Nacional incendiado no Rio de Janeiro e sem receber nenhuma solidariedade das autoridades? Qual importância damos aos nossos monumentos históricos que registram e são testemunhas do processo de construção do nosso Brasil?

De fácil e rápida leitura, Notre-Dame é informativo e cultural. Um pequeno texto de amor à arte, arquitetura, história, religião. “Catedrais sempre foram cheias de turistas. Na Idade Média, eles não eram chamados de turistas, e sim de peregrinos, mas viajavam pelas mesmas razões: para ver o mundo e suas maravilhas, expandir a mente, educar-se e, talvez, entrar em contato com algo milagroso, sobrenatural, eterno”.

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O Buraco da Agulha

O Autor: Ken Follett, escritor britânico, irrompeu no cenário da literatura aos 27 anos, com O buraco da agulha, thriller premiado. Depois de outros sucessos do gênero, surpreendeu a todos com Os Pilares da Terra, romance de ficção histórica que permanece sucesso de vendas até hoje, mais de 25 anos após seu lançamento. Suas obras já venderam mais de 150 milhões de exemplares. Também é autor da trilogia O Século.

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