Sinopse Suma: Maren Yearly é uma jovem que quer o mesmo que qualquer pessoa comum: ser admirada e respeitada. Ser amada. Mas suas necessidades – secretas e terríveis – forçaram-na a se isolar. Ela odeia esse aspecto da própria vida, o que isso fez com sua família e com sua identidade, e como isso dita seu lugar no mundo. Ela não escolheu ser assim. Desde que a mãe de Maren, Janelle, encontrou a orelha da babá Penny Wilson na boca da filha de apenas dois anos de idade e uma pilha de ossos logo ao lado, ela soube que a vida nunca seria normal para nenhuma das duas. O amor pode acontecer de muitas formas diferentes, mas para Maren o desfecho é sempre o mesmo: ela precisa esconder as provas enquanto a mãe faz as malas. Quando Janelle abandona a filha no dia seguinte ao seu aniversário de dezesseis anos, Maren vai à procura do pai que nunca conheceu e encontra muito mais do que esperava ao longo do caminho. Diante de um mundo repleto de pessoas como ela, de potenciais inimigos e da perspectiva do amor, Maren percebe que não está só procurando o pai, mas também a si mesma. (Resenha: Até os Ossos – Camille DeAngelis)

Opinião: Sabe aquela história que promete muito pela ideia central e originalidade da trama, mas que na hora H entrega pouco ou quase nada? Então, Até os Ossos é esse tipo de livro. Uma premissa fantástica que causa muitas expectativas e que traz, em igual medida, uma boa dose de frustração ao término da leitura.

Méritos para a autora, Camille DeAngelis, criou uma personagem, ou uma galeria de predadores, bem original. Acredito não estar entregando um spoiler, visto que a informação consta na orelha do livro, mas Até os Ossos traz humanos com uma vontade incontrolável de comer humanos e, conforme o nome do livro indica, isso se estende até os ossos. Sobra praticamente nada após a refeição. Não são canibais, mas carniçais, afirma a autora. E fascinam pelo poder, e mal, que podem causar soltos por aí. Vampiros mais vorazes, quem sabe?

Posto isso, o destino da jovem Maren após ser abandonada pela mãe, que não aguenta mais o fardo de fugir a todo instante que a filha devora alguém, parece promissor. Ela sai pelos Estados Unidos em busca do pai, talvez um elo genético nessa característica peculiar que carrega. Mas vejam bem, o drama de vida, talvez de amadurecimento, que a história desenvolve vai do superficial ao tedioso. E as cenas de mortes passam muito longe de algo que poderíamos classificar como “narrativa de terror”. Pelo contrário, a autora nem flertou com o gênero, pelo menos não na minha visão.

Então, o que esperar do livro? Até os Ossos se equilibra numa história de uma menina em busca de explicações para sua vida e de seu lugar na sociedade, visto que ela é “estranha” e dado seu instinto predador, não consegue desenvolver relações com as pessoas.

Isso é colocado dentro de uma narrativa em que há uma pseudo-aventura e ela precisa enfrentar um “cara sinistro” que parece querer ajudar, mas tem intenções dúbias. Ah, e ela encontra um parceiro e a história dos dois não vai acabar bem. Em resumo: um livro meia-boca que pouco encanta ou prende a atenção.

As ironias que levam ao desfecho, horrível, por sinal, servem como a pá de cal para ilustrar o que falei no começo. Tínhamos uma premissa interessante que foi jogada no lixo. Enquanto livro, Até os Ossos pode até servir para uma distração de um fim de semana. Talvez espectadores apreciem mais a adaptação para filme.

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A Autora: Camille DeAngelis é escritora e já publicou obras de ficção e não ficção. Seu romance Até os ossos, lançado em 2015, ganhou o Alex Award de 2016. Atualmente, ela mora em Washington, DC.

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Jornalista e aprendiz de serial killer. Assumidamente um bookaholic, é fã do mestre Stephen King e da literatura de horror e terror. Entre os gêneros e autores preferidos estão ficção científica, suspense, romance histórico, John Grisham, Robin Cook, Bernard Cornwell, Isaac Asimov, Philip K. Dick, Saramago, Vargas Llosa, e etc. infinitas…

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