Sinopse Rocco: Depois de férias aborrecidas na casa dos tios trouxas, está na hora de Harry Potter voltar a estudar. Coisas acontecem, no entanto, para dificultar o regresso de Harry. Persistente e astuto, o herói não se deixa intimidar pelos obstáculos e, com a ajuda dos fiéis amigos Weasley, começa o ano letivo na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. As novidades não são poucas. Novos colegas, novos professores, muitas e boas descobertas e um grande e perigosos desafio. Alguém ou alguma coisa ameaça a segurança e a tranquilidade dos membros de Hogwarts.

Opinião: ‘Harry Potter e a Câmara Secreta’ é o segundo volume de uma série infantojuvenil composta por sete livros que se tornou a mais vendida da história da literatura. Assinada pela britânica J.K. Rowling, tais obras são publicadas por aqui pela editora Rocco desde o começo dos anos 2000 – sei que essa apresentação é desnecessária, mas nunca se sabe se alguém por aí foi vítima do feitiço da memória, né? O primeiro volume, “Harry Potter e a Pedra Filosofal“, foi lido por mim no comecinho de janeiro e, desde então, não consegui mais parar de pensar nesse universo mágico e cativante – como demorei tanto para colocar meus pés em Hogwarts? Portanto, é claro, não hesitei nadinha para pegar as minhas coisas e partir logo para a Plataforma 9 3/4. Afinal, havia um novo ano letivo esperando por mim, mesmo com todos os perigos e mistérios rondando o castelo.

Harry Potter era um bruxo – um bruxo que acabara de terminar o primeiro ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. E se os Dursley se sentiam infelizes de tê-lo ali nas férias, isso não era nada comparado ao que Harry sentia.

– Página 8

A narrativa de Rowling continua uma delícia de se acompanhar – simples, sem rodeios e calorosa – e a história, bem, permanece repleta de magia e de muitas aventuras, com direito a aranhas gigantes no âmago da Floresta Sombria, um elfo doméstico que não sabe a diferença entre salvar uma vida ou acabar com ela de uma vez por todas e, acredite, uma criatura capaz de petrificar (e matar) aqueles que ousam olhar em seus olhos. Algumas pessoas sempre me questionam se existe graça em ler todos esses livros mesmo depois de ter assistido aos filmes. Você já sabe o que acontece, elas dizem. Eu me recordava, enquanto lia, de certas passagens da adaptação, então, obviamente, alguns detalhes não foram surpresa para mim. Entretanto, na minha opinião, isso não interferiu em nada em minha experiência. Assim como aconteceu com o anterior, chegou um momento em que eu não conseguia parar de ler, mesmo sabendo onde a história iria parar.

Era como se tivessem mergulhado em um sonho fabuloso. Isto, pensou Harry, era sem dúvida o único modo de viajar – deixando para trás os redemoinhos e as torrinhas de nuvens branquíssimas, em um carro inundado pela luz quente e clara do sol, com um pacotão de caramelos no porta-luvas, e a perspectiva de ver as caras invejosas de Fred e Jorge quando eles aterrissassem, suave e espetacularmente, no vasto gramado diante do castelo de Hogwarts

– Página 58

Caso você, que esteja lendo este texto neste momento, não tenha lido ainda nenhum volume dessa série, saiba que eu recomendo com toda a sinceridade do mundo. Dê uma chance à Hogwarts. Tanto crianças e adolescentes quanto adultos têm muito o que aprender com essa história, principalmente o que diz respeito a amizades verdadeiras, sobre humildade e, principalmente, sobre ser leal ao que se é. São livros com uma atmosfera mais infantil, mas, posso confessar uma coisa? Sigo me apaixonando cada vez mais por essas obras.

A autora: Joanne Kathleen Rowling nasceu nos arredores de Bristol, na região de Gloucestershire, Inglaterra, em 31 de julho de 1965. Estudou Francês e Letras Clássicas na Universidade de Exeter. Em 1990, Rowling teve a ideia para a trama de Harry Potter, numa viagem de trem de Manchester para Londres. Sete anos depois, a primeira edição de Harry Potter e a Pedra Filosofal foi publicada na Inglaterra pela editora Bloomsbury, dando início ao maior fenômeno editorial de todos os tempos. J. K. Rowling ganhou, entre outros prêmios, o Nestlé Smarties Book Prize Gold Medal, o FCBC Children’s Book Prize, o Birmingham Cable Children’s Book Award e o cobiçado British Book Awards Children’s Book of the Year. Em 2003, a autora foi agraciada com o Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia, um dos mais importantes do mundo, concedido pela Fundação Príncipe de Astúrias a pessoas, instituições ou grupos cujo trabalho tenha contribuído de forma exemplar e relevante para a fraternidade entre os homens e a luta contra a injustiça, a pobreza, a enfermidade e a ignorância.

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