Resenha: Harry Potter e a Pedra Filosofal – J.K. Rowling

Sinopse Rocco: Harry Potter é um garoto cujos pais, feiticeiros, foram assassinados por um poderosíssimo bruxo quando ele ainda era um bebê. Ele foi levado, então, para a casa dos tios que nada tinham a ver com o sobrenatural. Pelo contrário. Até os 10 anos, Harry foi uma espécie de gata borralheira: maltratado pelos tios, herdava roupas velhas do primo gorducho, tinha óculos remendados e era tratado como um estorvo. No dia de seu aniversário de 11 anos, entretanto, ele parece deslizar por um buraco sem fundo, como o de Alice no país das maravilhas, que o conduz a um mundo mágico. Descobre sua verdadeira história e seu destino: ser um aprendiz de feiticeiro até o dia em que terá que enfrentar a pior força do mal, o homem que assassinou seus pais. O menino de olhos verde, magricela e desengonçado, tão habituado à rejeição, descobre, também, que é um herói no universo dos magos. Potter fica sabendo que é a única pessoa a ter sobrevivido a um ataque do tal bruxo do mal e essa é a causa da marca em forma de raio que ele carrega na testa. Ele não é um garoto qualquer, ele sequer é um feiticeiro qualquer; ele é Harry Potter, símbolo de poder, resistência e um líder natural entre os sobrenaturais. A fábula, recheada de fantasmas, paredes que falam, caldeirões, sapos, unicórnios, dragões e gigantes, não é, entretanto, apenas um passatempo.

Opinião: ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ é mágico – e aqui eu peço perdão pelo trocadilho, mas não há outra palavra no mundo que defina com exatidão o que essa história é. Além disso, pergunte a qualquer jovem de 20/25 anos se ele conhece a história do bruxinho que acabou de completar o seu décimo primeiro aniversário e dificilmente – muito improvável mesmo – a resposta será “não“. Harry Potter é, além de mágico, um fenômeno. Eu, com 23, não havia começado a leitura dos livros até então, devido a alguns vários motivos que não vêm ao caso listar aqui, mas fico imensamente feliz em finalmente poder lê-los. Este é o primeiro de uma série infantojuvenil composta por sete volumes que conquistou e conquista corações desde o seu primeiro lançamento, nos anos 90 lá no Reino Unido, e já é considerada tanto um clássico da literatura jovem quanto a maior série de livros do mundo, pelo menos no que diz respeito a número de cópias vendidas – algo em torno de 500 milhões de exemplares ou mais. A premissa é básica e, de certa forma, encontrada em muitas sagas de sucesso por aí. Entretanto, o mundo criado por J.K. Rowling é realmente encantador e me acolheu de uma maneira que eu não esperava.

“O caminho estreito se abrira de repente até a margem de um grande lago escuro. Encarrapitado no alto de um penhasco na margem oposta, as janelas cintilando no céu estrelado, havia um imenso castelo com muitas torres e torrinhas.”

– Página 84

Sim, acolheu. ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’ foi um lar para mim. Eu gostei de muitas coisas, para não dizer todas, desse livro. Primeiramente, a simplicidade. Obviamente estamos falando de um livro voltado, a princípio, para crianças, portanto a linguagem precisa se adequar ao seu público-alvo, sendo bem direta e simples, sem muitas descrições e devaneios. Mas, sabe aquela sensação de que existe algo a mais? Gostei também da ambientação e de cada detalhe deste mundo criado pela J.K. Rowling – e quem não gostaria de ir até Hogwarts jogar um pouco de quadribol ou ir à procura de unicórnios ao lado de Hagrid à noite na Floresta Proibida, mesmo que dê arrepios na espinha, ou até mesmo jogar uma partida de xadrez de bruxo? Volto a repetir, este livro é mágico. A imersão é tão poderosa que faz você desejar que tudo seja verdadeiro, além dos limites da ficção. Faz você voltar a ser criança, a sonhar com um lugar em que voar em vassouras é legal e que existe uma aula de poções. Somado a tudo isso, a amizade que eu vi crescer, aos poucos, entre os personagens aqueceu meu coração e, talvez, seja o ápice de tudo. Porque é isso que a autora quis passar, ao meu ver. Que não importa onde você esteja ou o quanto de dinheiro você tenha ou qual nome/legado você carrega. Se não tiver a quem confiar, ou a quem dividir, então não terá nada.

“Há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro, e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas.”

– Página 132

Eu poderia escrever mais uns 10 parágrafos a respeito do que eu senti lendo este livro, mas acredito que tais sensações mereçam ser sentidas. Não importa a sua idade, esta leitura vai trazer à tona a criança que existe dentro de você. Quanto a mim, bom, mal posso esperar para embarcar no Expresso de Hogwarts e começar mais um ano letivo. E J.K Rowling, você me deixou sorrindo feito bobo depois de ter virado a última página. Obrigado!

A autora: Joanne Kathleen Rowling nasceu nos arredores de Bristol, na região de Gloucestershire, Inglaterra, em 31 de julho de 1965. Estudou Francês e Letras Clássicas na Universidade de Exeter. Em 1990, Rowling teve a ideia para a trama de Harry Potter, numa viagem de trem de Manchester para Londres. Sete anos depois, a primeira edição de Harry Potter e a Pedra Filosofal foi publicada na Inglaterra pela editora Bloomsbury, dando início ao maior fenômeno editorial de todos os tempos. J. K. Rowling ganhou, entre outros prêmios, o Nestlé Smarties Book Prize Gold Medal, o FCBC Children’s Book Prize, o Birmingham Cable Children’s Book Award e o cobiçado British Book Awards Children’s Book of the Year. Em 2003, a autora foi agraciada com o Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia, um dos mais importantes do mundo, concedido pela Fundação Príncipe de Astúrias a pessoas, instituições ou grupos cujo trabalho tenha contribuído de forma exemplar e relevante para a fraternidade entre os homens e a luta contra a injustiça, a pobreza, a enfermidade e a ignorância.

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