Resenha: A Seleção – Kiera Cass

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Sinopse Editora Seguinte:  

Nem todas as garotas querem ser princesas. America Singer, por exemplo, tem uma vida perfeitamente razoável, e se pudesse mudar alguma coisa nela desejaria ter um pouquinho mais de dinheiro e poder revelar seu namoro secreto.(Resenha: A Seleção – Kiera Cass).

Um dia, America topa se inscrever na Seleção só para agradar a mãe, certa de que não será sorteada para participar da competição em que o príncipe escolherá sua futura esposa.
Mas é claro que seu nome aparece na lista das Selecionadas, e depois disso sua vida nunca mais será a mesma… (Resenha: A Seleção – Kiera Cass).

Opinião: 

A Seleção é o primeiro volume de uma trilogia com o mesmo nome escrita por Kiera Cass. Neste livro conhecemos America Singer, uma garota que quer ter o controle da sua vida e viver com tranquilidade. Nele somos apresentados à um mundo distópico que passou por uma reorganização global após uma grande guerra.

Para entender o que se passa na vida de America Singer é preciso compreender os eventos históricos do universo criado pela autora e isso é algo que ela vai entregando no decorrer da jornada de Singer. Todo o processo histórico de Illéa, sua construção política, social e econômica é fruto de uma tomada de poder.

Illéa é um país novo, com regras novas e costumes remodelados. Sua sociedade vive a favor do reino e da vontade do rei e tudo isso se iniciou após a independência da China que havia conquistado os Estados Unidos. Com isso, novas leis surgiram e dentre a elas, a que mais surte efeito na sociedade é o processo de seleção de uma nova princesa que se tornará a futura rainha.

Esse processo consiste em escolher trinta e cinco garotas de todo o país que passará por uma avaliação que definirá a nova princesa. Essa avaliação ocorre no palácio do rei na presença de toda corte e de todo país sendo televisionado diariamente. As famílias das escolhidas, enquanto estiverem participando da seleção são recompensadas com segurança, dinheiro e um pouco de fama. O ponto interessante desse processo, é que a sociedade de Illéa é dividida em oitos castas e na maioria das vezes que acontece a seleção, castas inferiores e pobres dificilmente tem participação ou alguma garota consegue avançar nas fases.

America Singer pertence a casta cinco, casta dos artistas manuais. São desprovidos de muitas riquezas e extremamente simples. Ela aceita participar do processo a pedido da sua mãe que vê a oportunidade como uma mudança de vida. Mesmo acreditando que não será escolhida, ela não faz questão de se empenhar e promete a Aspen com quem vive um romance escondido que não será escolhida. Mas, ela é escolhida.

A partir do momento que está participando da seleção e vivendo no palácio diante dos olhares de todos, a trama distópica cerca todo o processo e mistérios vão sendo apresentados e desenvolvidos. Singer se vê envolvida com o príncipe Maxon e em tramas com as colegas do concurso.

O livro consegue expor uma premissa ideal e constrói personagens fortes e bastante presentes. A leitura é ágil e possui boa desenvoltura, marcada com bastantes diálogos. É um início de trilogia que consegue discutir a sociedade distópica, questões sociais e políticas bastante presentes hoje no mundo real. É uma boa pedida pra quem é fã de THG e Divergente. Leiam!

Avaliação: 

A autora Kiera Cass quando terminou o ensino médio, sua ambição era o teatro, e foi para Coastal Carolina University, se formando em Teatro Musical. Depois foi para Radford University e mudou para Música. Então Comunicação. Em seguida, História. Acabou estabelecendo-se em História, mas mudou-se para Blacksburg, casou teve filhos. Depois disso, tornou-se dona de casa para ficar em casa com os filhos.
Em 2007, abalada por uma tragédia local, tentou um monte de coisas para se recompor, resultando em se sentar para escrever uma história onde o seu personagem teve que lidar com seus problemas. Escrever lhe ajudou a lidar com todas as coisas que estava sentindo. Acabou por não terminar essa história, porque começou a escrever The Siren. Depois de adquirido o hábito de escrever, teve muitas idéias, incluindo The Selection e um punhado de outras que estão esperando sua vez.
Atualmente vive em Blacksburg, VA, com seu marido e filhos.

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Goiano do pé rachado e comedor de piqui. Alucinado por histórias fantásticas e distópicos. Tributo, Hobbit de nascença, e habitante do país de Aslan. Entre os autores Suzanne Collins é majestade e Tolkien é imperador. Técnico em Química e buscando ser químico industrial intercalado com a vida de escritor, um dia qualquer publicará seu livro. Não dispensa um cinema...

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