Sinopse Editora Suma de Letras Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda… ou uma tragédia. (Resenha: A Rainha de Tearling – Erika Johansen).

Opinião

O livro A Rainha de Tearling é o primeiro livro de uma trilogia e que inicia-se com o “pé direito”. A autora Erika Johansen usou com maestria os elementos da distopia e fantasia a favor de uma história competente e atrativa.

A história começa dezenove anos depois da morte da Rainha Elyssa mãe da futura rainha Kelsea. Com a intenção de proteger a filha e selecionar uma guarda especial para isso, a Rainha Elyssa guardava também o futuro do reino de Tearling. Logo que por sua vez, este reino viveria a margem da política corrupta dos usurpadores do reino.

É interessante como o livro aborda o antigo reinado de Elyssa, os personagens e mais precisamente a guarda real tem essa função de deixar claro que ela era uma rainha justa, sabia e colaborativa com todos do reino; e justamente esse seu jeito de governar trouxe a sua morte e este mesmo caminho deveria ser trilhado pela filha dezenove anos depois.

Kelsea esteve mantida por muito tempo segura e escondida com o objetivo de que quando chegasse o grande dia de sua volta ela estivesse preparada para assumir o trono. O que acarretou a ela viver em uma cabana isolada nunca lhe foi escondida, entretanto a identidade do seu pai é um mistério e algo que pessoas próximas evitam compartilhar e se fingem de dessentidas.

A sua volta é marcada por muitas tramas políticas, tentativa de assassinato e o uso da magia. Logo que, sua principal arqui-inimiga a Rainha Vermelha deseja imensamente sua morte.

Kelsea é uma personagem intrigante, pois é diferente de tudo que outras distopias já apresentaram. Ela viveu dezenove anos em um local afastado e sem contato com outras pessoas e mesmo assim possui uma inteligência inigualável, é astuta, sabia e principalmente forte. Ela consegue tirar vantagem e força de sua história que aos poucos percebe ser mal contata e o desejo de cumprir com sua missão: ser uma rainha tão boa quanto sua mãe.

No decorrer da leitura no início de cada capitulo o leitor se depara com fragmentos ou até mesmo depoimentos que dão um vislumbre de como é o reino, os mistérios que cercam essa história e conseguimos até enxergar os caminhos que a história deve trilhar.

A mistura da fantasia com a distopia trouxe a este livro uma discussão prática e bem explicativa quanto a corrupção e a influência do poder sobre as pessoas e de como o uso de muito poder pode se tornar uma obsessão perigosa.

O livro possui uma leitura agradável, explicativa e que prende o leitor do início ao fim; a autora foi sábia e nos resta acompanhar a continuação dessa história com o próximo livro. Leiam!

Avaliação 5 estrelas

A Autora Erika Johansen cresceu e ainda vive na área da Baía de São Francisco. Ela foi para Swarthmore College, ganhou um MFA pela Iowa Writers’ Workshop e eventualmente tornou-se uma advogada, mas ela nunca parou de escrever.

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Goiano do pé rachado e comedor de piqui. Alucinado por histórias fantásticas e distópicos. Tributo, Hobbit de nascença, e habitante do país de Aslan. Entre os autores Suzanne Collins é majestade e Tolkien é imperador. Técnico em Química e buscando ser químico industrial intercalado com a vida de escritor, um dia qualquer publicará seu livro. Não dispensa um cinema...

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