Sinopse Arqueiro: Antes de se tornar a Mulher-Maravilha, ela era apenas Diana. Filha da deusa Hipólita, Diana deseja apenas se provar entre suas irmãs guerreiras. Mas quando a oportunidade finalmente chega, ela joga fora sua chance de glória ao quebrar uma lei das amazonas e salvar Alia Keralis, uma simples mortal. No entanto, Alia está longe de ser uma garota comum. Ela é uma semente da guerra, descendente da infame Helena de Troia, destinada a trazer uma era de derramamento de sangue e miséria. Agora cabe a Diana salvar todos e dar seu primeiro passo como a maior heroína que o mundo já conheceu.

Opinião: Não sou um grande fã dos super-heróis. Suas histórias, por mais que tenham origens em temas ou momentos históricos que despertem meu interesse, nunca me envolveram a ponto de me fazer um consumidor assíduo de filmes, HQ’s ou similares. Foi com esse distanciamento que acabei me aventurando pelas páginas de Sementes da Guerra, primeiro volume da quadrilogia Lendas da DC, focado na Mulher-Maravilha. Acabei sendo surpreendido por uma excelente história que não só me envolveu como me fez devorar as quatrocentas páginas em dois dias!

Como a sinopse nos adianta, Sementes da Guerra trata da Diana jovem, vivendo em Temiscira com sua mãe, a rainha Hipólita, e suas irmãs amazonas. É um período anterior à fase de Mulher-Maravilha e pode ser lido tranquilamente por quem tem pouco ou nenhum conhecimento da história da heroína. Arrisco dizer que o livro serve como uma ótima introdução para esse universo. A trama é extremamente criativa e se usa de episódios históricos e mitológicos de forma precisa. A autora soube mesclar a fantasia com o nosso mundo real de forma a gerar uma aventura crível e pra lá de envolvente.

O desafio imposto a Leigh Bardugo foi o de construir uma aventura digna da personagem, mas que ao mesmo tempo tivesse uma inocência de algo novo, afinal estávamos diante “apenas” de Diana, uma amazona inexperiente em combates e que enfrentava dúvidas de suas irmãs quanto à sua capacidade. E ela deu conta do recado direitinho! A história é excelente e Diana nos é apresentada com suas características originais, mas também com traços de humor e jovialidade que trouxeram a qualidade narrativa da autora para esse universo.

Os demais personagens, humanos, são verossímeis e heterogêneos. Leigh soube usar a diversidade de gênero e raça com a normalidade que são, sem recorrer a nada que desse tons panfletários. Cada personagem foi construído de forma a parecer o mais real possível, e achei que todos foram acertados, sem exageros. E mesmo o suspense não sendo o foco da história, as revelações na reta final da aventura deram um gostinho especial de surpresa.

Em Sementes da Guerra encontramos uma heroína repaginada para os nossos dias, mas sem perder sua essência original. É um livro ideal para os fãs da DC, mas também é uma obra para principiantes ou curiosos, como eu. Leigh Bardugo soube conduzir a história e deixou um gostinho de quero mais, uma vontade de embarcar em uma nova aventura. Deixem-se surpreender com esse livro!

Curiosidades

  • A Mulher-Maravilha foi nomeada Embaixadora Honorária para as Mulheres e Meninas pelas Nações Unidas com a missão de dar visibilidade ao 5º Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que busca alcançar a igualdade de gênero para as mulheres e meninas até 2030
  • O próximo volume da quadrilogia Lendas da DC será Batman: Nightwalker, escrito por Marie Lu, com publicação prevista para janeiro de 2018 nos EUA.

Avaliação: 5 Estrelas

A Autora: Leigh Bardugo nasceu em Jerusalém, foi criada em Los Angeles, e graduou-se na Universidade de Yale. Agora vive em Hollywood e se entrega ao seu gosto por glamour. Seu primeiro romance, Shadow & Bone, agora é um Best Seller do The New York Times. Os direitos de Shadow and Bone foram comprados pela Dreamworks.

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Jornalista e aprendiz de serial killer. Assumidamente um bookaholic, é fã do mestre Stephen King e da literatura de horror e terror. Entre os gêneros e autores preferidos estão ficção científica, suspense, romance histórico, John Grisham, Robin Cook, Bernard Cornwell, Isaac Asimov, Philip K. Dick, Saramago, Vargas Llosa, e etc. infinitas…

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