Sinopse Intrínseca: Cidade dos Etéreos dá sequência ao celebrado O Lar da srta. Peregrine para crianças peculiares. Neste segundo livro, o grupo de peculiares precisa deter um exército de monstros terríveis, e a srta. Peregrine, única pessoa que pode ajudá-los, está presa no corpo de uma ave. Jacob e seus novos amigos partem rumo a Londres, cidade onde os peculiares se concentram. Eles têm a esperança de, lá, encontrar uma cura para a amada srta. Peregrine, mas, na cidade devastada pela guerra, surpresas ameaçadoras estão à espreita em cada esquina. E, além de levar as crianças a um lugar seguro, Jacob terá que tomar uma decisão importante quanto a seu amor por Emma, uma das peculiares.

Opinião: Para quem se encantou com o mundo dos Peculiares apresentado em O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, a sequência da trilogia pode provocar um leve desapontamento. Cidade dos Etéreos é tão fascinante quanto o livro um, mas peca por apresentar uma história que se arrasta por dezenas de páginas sem conclusões satisfatórias.

A narrativa começa exatamente no ponto em que O Lar se encerra, e a partir daí acompanhamos Jacob, Emma e os peculiares rumo a Londres. Só que essa ida à capital britânica passa por inúmeros desvios por outras fendas temporais, diferentes épocas e um número considerável de novos personagens que, em sua maioria, fazem apenas pequenas participações. O resultado é que a história se arrasta e em alguns momentos torna-se extremamente tediosa.

Cidade dos Etéreos é aquele “livro-meio”. Situado entre início e fim de uma saga, ele serve para fazer a ponte entre algumas situações que vão nos levar ao clímax. Só que essas pontes tendem a não fazer nenhuma diferença no contexto final da história. Neste caso, fiquei com a sensação de que metade dos acontecimentos narrados poderiam ser totalmente dispensados que não atrapalhariam em nada na conclusão da obra. Já nas sequências finais o ritmo é retomado e nossa atenção é novamente fisgada, acendendo a curiosidade para o desfecho, que promete boas emoções.

É preciso reconhecer que Ransom Riggs acerta novamente a mão na linguagem, que continua gostosa e atraente. Seu erro, na minha opinião, foi inserir muitas ações e se perder nesse caos. Faltou um pouquinho de objetividade. E o que faltou em texto sobrou em imagens. As fotografias de época permaneceram desenvolvendo um papel encantador e fascinante, se encaixando direitinho nas cenas e ilustrando de forma primorosa a obra.

O término de Cidade dos Etéreos nos prepara para a batalha final que há de vir e, com isso, esperamos uma obra mais ágil e a altura da importância que essa série ganhou.

Avaliação: 3 Estrelas

O Autor: Ransom Riggs cresceu na Flórida, mas agora reside na terra das crianças peculiares, Los Angeles. Ao longo da vida, formou-se no Kenyon College e na Escola de Cinema e TV da Universidade do Sul da Califórnia, além de fazer alguns curtas-metragens premiados. Nas horas vagas é blogueiro e repórter especializado em viagens, e sua série de ensaios de viagem, Strange Geographies, pode ser lida em ransomriggs.com.

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Jornalista e aprendiz de serial killer. Assumidamente um bookaholic, é fã do mestre Stephen King e da literatura de horror e terror. Entre os gêneros e autores preferidos estão ficção científica, suspense, romance histórico, John Grisham, Robin Cook, Bernard Cornwell, Isaac Asimov, Philip K. Dick, Saramago, Vargas Llosa, e etc. infinitas…

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