Resenha: A Bailarina de Auschwitz – Edith Eva Eger

Sinopse Editora Arqueiro: A bailarina de Auschwitz é a história inspiradora e inesquecível de uma mulher que viveu os horrores da guerra e, décadas depois, encontrou no perdão a possibilidade de ajudar outras pessoas a se libertarem dos traumas do passado. Edith Eger era uma bailarina de 16 anos quando o Exército alemão invadiu seu vilarejo na Hungria. Seus pais foram enviados à câmara de gás, mas ela e a irmã sobreviveram. Edith foi encontrada pelos soldados americanos em uma pilha de corpos dados como mortos. Mesmo depois de tanto sofrimento e humilhação nas mãos dos nazistas, e após anos e anos tendo que lidar com as terríveis lembranças e a culpa, ela escolheu perdoá-los e seguir vivendo com alegria. Já adulta e mãe de família, resolveu cursar psicologia. Hoje ela trata pacientes que também lutam contra o transtorno de estresse pós-traumático e já transformou a vida de veteranos de guerra, mulheres vítimas de violência doméstica e tantos outros que, como ela, precisaram enfrentar a dor e reconstruir a própria vida. Este é um relato emocionante de suas memórias e de casos reais de pessoas que ela ajudou. Uma lição de resiliência e superação, em que Edith nos ensina que todos nós podemos escapar à prisão da nossa própria mente e encontrar a liberdade, não importam as circunstâncias. (Resenha: A Bailarina de Auschwitz – Edith Eva Eger).

Opinião: A segunda guerra mundial marcou o mundo pela forma cruel como interrompeu sonhos, separou famílias e deixou marcas profundas na alma de gerações. Para os sobreviventes, a marca da saudade, da raiva, do desejo de vingança é algo que ficou frisado por toda a vida. Muito poucas vezes temos a oportunidade de conhecer histórias de pessoas que conseguiram passar por cima disso tudo e aceitou olhar para trás com o coração consciente de que esse momento ficou no passado.

No livro “A Bailarina de Auschwitz” acompanhamos a trajetória de Edith Eger antes, durante e depois da guerra. Com apenas 16 anos, a bailarina e ginasta foi enviada a Auschwitz com sua família e sofreu todo tipo de horror físico ou psicológico que podemos imaginar, sendo encontrada viva numa pilha de corpos quando as forças aliadas chegaram a Alemanha e libertaram os sobreviventes dos anos de horror, vítimas do Holocausto.

Apesar da premissa ser sobre o que Edith passou no período de guerra, o livro é uma memória importantíssima de toda a vida dessa mulher que superou todos os traumas que a vida lhe impôs. Narrado pela própria bailarina, vamos acompanhando sua tragetória, ano após ano, quando a guerra chega ao fim. Do estresse pós traumático que perdurou por anos até usar essa dor para ajudar pessoas que também passaram por traumas em sua jornada.

O livro traz uma mensagem positiva sobre a dor que cada um de nós sentimos. A todo momento a autora busca nos ensinar que a nossa própria dor não é maior ou menor do que nenhuma outra e devemos entendê-la e respeitá-la. Como ela fez depois de muitos anos, entender a própria dor e perdoar é uma forma de nos curarmos para seguir em frente. Com a coragem de nos escrever esse relato aos 90 anos, Edith nos mostra como transformou o horror que viveu na forma mais poderosa para ajudar outras pessoas.

Leiam esse livro. Nessas páginas existe uma história extraordinária que nos ajuda a entender a necessidade de buscarmos o nosso próprio perdão para os acontecimentos da vida e alcançarmos algo que é tão importante: a liberdade da alma. Um relato carregado de emoção de uma vida que poderia ter se entregado a depressão e ao vitimismo justificado, mas optou por fazer a diferença. Uma experiência marcante e inesquecível que vale a pena guardarmos no coração.

Avaliação: 5 de 5 estrelas

Resenha: A Bailarina de Auschwitz – Edith Eva EgerSobre a autora: EDITH EGER foi bailarina e ginasta até os 16 anos, quando foi enviada a Auschwitz com sua família. Após sobreviver ao Holocausto, sofreu diversos sintomas de estresse pós-traumático até os 50 anos, quando iniciou um longo processo de cura. Hoje é doutora em psicologia e já trabalhou com veteranos de guerra e vítimas de trauma físico e emocional. Aos 90 anos escreveu este livro e continua atendendo pacientes na sua clínica, na Califórnia.

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