Sinopse Editora Seguinte:  No terceiro volume da série que já vendeu mais de 250 mil exemplares no Brasil, tudo vai queimar. Mare Barrow foi capturada e passa os dias presa no palácio, impotente sem seu poder, atormentada por seus erros. Ela está à mercê do garoto por quem um dia se apaixonou, um jovem dissimulado que a enganou e traiu. Agora rei, Maven continua com os planos de sua mãe, fazendo de tudo para manter o controle de Norta — e de sua prisioneira. Enquanto Mare tenta aguentar o peso sufocante das Pedras Silenciosas, o resto da Guarda Escarlate se organiza, treinando e expandindo. Com a rebelião cada vez mais forte, eles param de agir sob as sombras e se preparam para a guerra. Entre eles está Cal, um prateado em meio aos vermelhos. Incapaz de decidir a que lado dedicar sua lealdade, o príncipe exilado só tem uma certeza: ele não vai descansar enquanto não trouxer Mare de volta. (Resenha: A Prisão do Rei – Victoria Aveyard)

Opinião: Até o momento este é o melhor livro da série A Rainha Vermelha. Toda loucura política, distópica e a movimentação do tabuleiro de xadrez; faz de a Prisão do Rei um livro belo, excêntrico e cheio de emoções.

Ler A Prisão do Rei é o mesmo que está experimentando uma guerra política que alvorece a adormecida e calma guerra de sangue. Tanto prateados como vermelhos possuem objetivos que ascendam uma espécie sobre a outra, e isto é basicamente natural. Faz parte do homem e do reino animal os mais fortes prevalecerem e os “fracos” se unirem contra a opressão.

Maven é Rei e para ocupar este posto foi muito bem disciplinado por sua mãe a falecida rainha Elara (que foi assassinada por Mare, pontinhos pra essa deusa). Tem como forma de governar a opressão disfarçada do velho termo “gentiliza gera gentiliza”. No entanto, ele precisa lidar com a voracidade dos seus súditos em querer ver a garota vermelha morta e todos vermelhos fracos sem nenhuma chama de esperança.

Ao ter Mare presa nas Pedras Silenciosas (ESSA PRISÃO É SENSACIONAL) o rei se vê em uma encruzilhada da necessidade de ter um reino em suas mãos ou a adorável sensação de ter sob controle a assassina de sua mãe.

Enquanto dentro do palácio Maven, Mare e prateados estão contidos numa espécie de casulo, a rebelião dos vermelhos e sangue novos ganham mais corpo e força. E nessa loucura toda, existe um príncipe prateado exilado Cal. Seu único objetivo é tirar Mare das mãos de seu irmão mesmo que isso lhe custe a vida.

Deixando esse cara de lado, Cameron é uma sangue nova cheias de dúvidas quanto as atitudes e escolhas de Mare. Uma personagem extremamente importante que faz o leitor entender os motivos de vermelhos e prateados, que se em algum momento forem colocados em um espelho, nota-se que são idênticos.

Victoria Aveyard continua movimentando a história com sabedoria resgatando o princípio de qualquer distopia, a guerra e o que vem antes dela. As coisas se tencionam com escolhas de líderes que foram geradas por impulso e sem sabedoria, e a forma como a autora coloca seus personagens para solucionar os problemas, é simplesmente lindo de ler.

É impossível não deixar de perceber traços de THG (UM ÍCONE), porém, são coisinhas que não faz com A Prisão do Rei perca sua identidade. Emocione-se, divirta-se, exploda-se, tenha medo, fique apreensivo… Leia!

Avaliação: 

A autora Victoria Aveyard cresceu em Massachusetts e frequentou a Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles. Formou-se como roteirista e tenta combinar seu amor por história, explosões e heroínas fortes na sua escrita. Seus hobbies incluem a tarefa impossível de prever o que vai acontecer em As Crônicas de Gelo e Fogo, viajar e assistir a Netflix.

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Goiano do pé rachado e comedor de piqui. Alucinado por histórias fantásticas e distópicos. Tributo, Hobbit de nascença, e habitante do país de Aslan. Entre os autores Suzanne Collins é majestade e Tolkien é imperador. Técnico em Química e buscando ser químico industrial intercalado com a vida de escritor, um dia qualquer publicará seu livro. Não dispensa um cinema...

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