Sinopse: Graças ao avanço tecnológico, finalmente corajosos desbravadores puderam explorar, pela primeira vez, o extremo norte do planeta de Asatna, mas o que descobriram naquele continente até então pensado como apenas um ermo e vazio bloco de gelo, foi um novo e poderoso recurso mágico, de energia aparentemente ilimitada, que jogaria, pela primeira vez na história, todo o mundo de Asatna e seus países e continentes numa acalorada disputa pelo valiosíssimo e finito recurso. No caos da guerra que então rege o mundo, três homens em posições bastante distintas, Octávio, Álex e Azai, seguem com seus próprios objetivos e decisões, enfrentando as próprias batalhas, encarando verdades obscuras e fazendo descobertas que mudarão com suas vidas para sempre, sem saber, porém, que suas ações ditarão também com o destino de seus países, da guerra, do futuro e de toda a Asatna.(Resenha: Guerra À Ruína – Jonas de S. Martins).

Opinião: Guerra À Ruína é o meu primeiro contato com um autor independente sem editora alguma o apoiando; e francamente, é lamentável que uma obra de fantasia como essa cheia de riquezas e sem os famosos clichês americanos ainda não ganhou uma editora brasileira.

O livro possui todos os elementos que os amantes de uma boa fantasia deseja, a união desse gênero com a ficção científica e falta de foco em romances baratos. Isto é, a história não gira em torno e nem é sustentada por um romance, mas sim pelo o que os protagonistas são e em como suas atitudes independentes e individuais movimenta toda história.

A história já prende o leitor desde o início. Trazendo até ele a história de Asatna e como tudo chegou naquele ponto. É interessante essa forma de contar histórias, porque elas são envolventes e traz ao leitor uma visualização melhor de todo contexto.

Como disse no início, o autor não poupou em não levar os romances equivocados que fazem algumas histórias se movimentar e por causa de tal romance tudo acontece. Pelo contrário, quando temos Alex, Octávio e Azai vemos que a conexão entre eles é justamente suas particularidades, personalidades, medos e forças.

Eles se sustentam assim e se movimentam dentro desse eixo que é incrível. Ou seja, são pessoas diferentes, de mundos diferentes e com olhares diferentes; e com isso o leitor tende a só ganhar com a possibilidade de enxergar vários lados.

Jonas de S. Martins é um revolucionário. Em Guerra à ruína ele soube encantar e prender o leitor do início ao fim, disparando momentos e cenas que arrebatam e tiram o fôlego. Sua história é envolvente e traz discussões sociais relevantes dentro de um universo em que a fantasia se une a ficção científica. Leiam!

Avaliação: 5 estrelas

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Goiano do pé rachado e comedor de piqui. Alucinado por histórias fantásticas e distópicos. Tributo, Hobbit de nascença, e habitante do país de Aslan. Entre os autores Suzanne Collins é majestade e Tolkien é imperador. Técnico em Química e buscando ser químico industrial intercalado com a vida de escritor, um dia qualquer publicará seu livro. Não dispensa um cinema...

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