Sinopse Editora Fantástica Rocco: 1º LUGAR NA LISTA DE BESTSELLERS DO THE NEW YORK TIMES

Zélie Adebola se lembra de quando o solo de Orïsha vibrava com a magia. Queimadores geravam chamas. Mareadores formavam ondas, e a mãe de Zélie, ceifadora, invocava almas. Mas tudo mudou quando a magia desapareceu. Por ordens de um rei cruel, os maji viraram alvo e foram mortos, deixando Zélie sem a mãe e as pessoas sem esperança.
Agora Zélie tem uma chance de trazer a magia de volta e atacar a monarquia. Com a ajuda de uma princesa fugitiva, Zélie deve despistar e se livrar do príncipe, que está determinado a erradicar a magia de uma vez por todas. O perigo espreita em Orïsha, onde leopanários-das-neves rondam e espíritos vingativos aguardam nas águas. Apesar disso, a maior ameaça para Zélie pode ser ela mesma, enquanto se esforça para controlar seus poderes — e seu coração.
Filhos de Sangue e Osso é o primeiro livro da trilogia de fantasia baseada na cultura iorubá O Legado de Orïsha e está sendo adaptado para o cinema.(Resenha: Filhos de Sangue e Osso – Tomi Adeyemi)

Opinião:

Olá compulsivos, tudo bom? Há um tempo atrás, em uma roda de amigos leitores no parque, estavámos conversando sobre que tipo de leitores somos e o que mais nos chamam a atenção neste universo. Na brincadeira, além de nos descrever o tipo de leitores que somos, também deveríamos descrever o “porquê”. Nada discreto eu disse “logicamento sou do mundo da fantasia” e “nela eu consigo viajar incasavelmente e da forma mais acorbetada possível, posso descobrir poderes que até então não sabia que tinha”. Meio louco e viajando muito na ‘maionese’, a fantasia sempre me encanta; e me encantou ainda mais quando a Rocco por meio desse selo, trazeria ao Brasil, Filhos de Sangue e Osso. De longe uma fantasia no mesmo nível de grandes autores consagrados.

“Somos todos filhos de sangue e osso.

Todos instrumentos de vingança e virtude.”

Filhos de Sangue e Osso se tornou um livro muito especial na minha estante. Na história somos levados a acompanhar a trajetória de Zélie. Uma jovem acorrentada as dores da guerra e as perdas que a mesma trouxe pra si. Ela é uma aprendiz de maji (uma espécie de magos) em um país onde a magia foi destruída juntamente com todos aqueles que a usaram para lutar contra a opressão da monarquia.

O que precisamos entender dessa história, é que em Orïsha, um príncipe marcado pela dor de ter perdido sua família, se torna rei com o obejtivo de acabar com a magia e destruir todos aqueles que a usam, e ele consegue esse feito. No entanto, tudo aquilo que se reprime chega em um momento que se rebela. Por muito tempo o rei consegue oprimir o reino, mas o aparecimento de um artefato poderoso coloca em risco sua governabilidade. Não somente do reino, como de sua família também.

Amari a jovem princesa, é marcada por uma cicatriz que fere sua alma e a reprime o suficiente que ela não consegue ter forças para falar. Quando sua cuidadora, uma maji, é testada por seu pai ao tocar no artefato mágico, ela consegue enxergar a magia pela primeira vez. O vislumbre foi momentâneo e ver o seu pai ceifando a vida daquela mulher que ela ama tanto, foi capaz de provocar nela extintos de fugir com o artefato. Na fuga, o destino ou os deuses fizeram com que ela e Zélie se econtrassem.

O encontro das duas é algo totalmente explosivo e a autora colocou isso de uma forma muito tensa. De um lado uma jovem princesa, herdeira do trono e filha daquele que acabou com os majis e reprimiu a magia. Do outro lado, uma aprendiz de maji, marcada pela perda de sua mãe e que enxerga o rei como a pior éspecie de humano no mundo. Desse encontro, com toda a lapidação, elas consguem ver o estrago que o rei as causou e se tornam amigas e pareceiras para trazer a magia de volta. Não somente as duas, mas o irmão de Zélie, Tzain embarca também com o objetivo de ajudar a irmã a restaurar a paz.

Gostaria de ponderar o príncipe Inan. É um personagem e tanto, e gostei muito do que vi dele. Ele é muito confuso, pois, nele gira toda a responsabilidade de ser o príncipe e herdeiro do trono e ainda mais, ter o mesmo pulso que seu pai para continuar exterminando a magia de Orïsha. Na busca por sua irmã fugitiva com o artefato que pode mudar os rumos do tabuleiro, ele começa a se descobrir longe da sombra do pai que pesa muito em seu modo de pensar. Ele também é marcado por dores e conflitos não solucionados e que ditam muito bem quem ele é.

O livro consgue orquestrar e envolver o leitor com três visões diferentes. Acompanhamos Zélie, Amari e Inam. Três persoangens com persoanlidades muito explosivas e marcantes, que é muito fácil identificar por meio de quem o leitor está lendo. A autora consegue exprimir essas persoanlidades e coloca em curso o desenvolvimento pessoal dos três, além de Tzain, sobre a perspectiva de Amari e Zélie.

O universo aqui criado por Tomi é imenso e talvez por toda essa expansividade, o leitor, é levado a querer mais e enquanto estava lendo parecia-me que faltava mais em alguns momentos na descrição de lugares. Este é um detalhe muito ímpar diante de um livro tão par e coerente. Onde a autora consegue colocar muito bem a cutura iorubá e todos seus elementos como alfabeto, mitologia, crenças e etc.

É uma história marcante porque até então nada como este livro havia sido colocado para o leitor. E eu afirmo essa autencidade com tranquilidade, pois, é escrito por uma autora afro descente que traz a cultura afro e abraça o mundo contra o preconceito, racismo e machismo. O livro aborda muito abertamente essas questões de uma forma inclusiva e inteligente.

O final é o despertar para uma grande guerra e isso me faz ter altas expectativas para a continuação. A jornada de Zélie é autêntica, corajosa, forte e de superação. Esse ínicio não é somente sobre três jovens numa missão de trazer a magia de volta e a esperança de uma paz, é sobre superar os medos, as dores e saber cicatrizar aquilo que parece nunca fechar. É saber conseguir estancar o sangue que roja é saber ser um humano, que pensa no bem de um todo. Leiam!

P.S: Tributos vão amar com algumas referências à THG.

Avaliação: 5 estrelas.

Sobre a autora: TOMI ADEYEMI é uma autora nigeriana-americana e coach de escrita criativa que vive em San Diego, Califórnia. Depois de se graduar com honras em Literatura de língua inglesa pela Universidade de Harvard, estudou mitologia, religião e cultura africana em Salvador, no Brasil. Quando não está trabalhando nos seus romances ou vendo videoclipes da banda BTS, pode ser encontrada postando sobre escrita criativa.

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Goiano do pé rachado e comedor de piqui. Alucinado por histórias fantásticas e distópicos. Tributo, Hobbit de nascença, e habitante do país de Aslan. Entre os autores Suzanne Collins é majestade e Tolkien é imperador. Técnico em Química e buscando ser químico industrial intercalado com a vida de escritor, um dia qualquer publicará seu livro. Não dispensa um cinema... https://www.skoob.com.br/usuario/1094145-silas-jr

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