Sinopse Cultura Em Letras Edições: O autor Eliel Barberino apresenta uma análise sobre os zumbis, desde sua classificação e construção, até obras clássicas como cinema e televisão, transformando-os em ícones da cultura pop. (Resenha: A Era dos Mortos-vivos – Eliel Barberino).

Opinião: 

A concessão do medo é estabelecida por mitos que perpassam épocas e momentos da história da humanidade. Na era antiga, a mitologia egípcia, grega, romana e tantas outras; lançaram em sua modernidade, terrores para entreter suas populações ou para fazer crianças dormirem se não o bicho papão chegava.

Vampiros, lobisomens, múmias e tantos outros são a caracterização da mitologia do terror. Mas, o que de fato elas representam? Se inserirmos os zumbis (mortos-vivos) nesse conjunto, conseguimos identificar pontos similares. Por exemplo: são “cavaleiros do mal”, caçam seres humanos, assustam e podem ter mais de mil anos. E se olharmos por outro ângulo e ver que na verdade são seres criados por humanos que possuem uma crítica a própria humanidade? Sim, esse livro nos expõe esse olhar minucioso.

No livro A Era dos Mortos-vivos do autor Eliel Barberino faz um ensaio que analisa os zumbis como uma metáfora moderna e contemporânea da humanidade.

The Walking Dead é o ponto de partida da inserção dos zumbis na cultura pop do entretenimento. A partir dele, vários filmes e séries passam a explorar esse universo, que tem como base a única característica: mortos que estão vivos.

Os zumbis são um paradoxo moderno, pois são seres que de alguma forma “morreram” por contaminação de algum vírus; mas permanecem vivos (movidos pelo barulho, não pensam, agem por impulso) na busca de multiplicar esse vírus. Para isso, precisam de humanos vivos (que falam, ajam naturalmente, pensam e etc) e a partir deles existe uma replicação de mais zumbis.

Deixando todas essas caraterísticas de lado, os zumbis na verdade, no olhar de Barberino, são os seres humanos modernos. Pessoas movidas pela tecnologia e imersas em uma globalização cada vez mais nociva com todos os avanços tecnológicos, que consomem nosso tempo, estrutura mental e emocional.

O autor retrata com base histórica a aplicação desse elemento figurativo (zumbi) na concepção do que é ser humano hoje na atual era, a dos mortos-vivos.

O livro possui uma leitura crítica e traz uma análise filosófica muito bem desenvolvida, que interage com o leitor e promove a discussão e auto-crítica. Uma opção leve para se distanciar um pouco dos romances atuais. Leiam!

Avaliação:

O autor Eliel Barberino nasceu no Rio de janeiro, em 1983. Estudou Ciências Sociais na Universidade Federal do Rio de janeiro. . É um pesquisador independente. Como zumbiólogo tem se dedicado como entusiasta a entender a questão do zumbi como um fenômeno cultural.

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Goiano do pé rachado e comedor de piqui. Alucinado por histórias fantásticas e distópicos. Tributo, Hobbit de nascença, e habitante do país de Aslan. Entre os autores Suzanne Collins é majestade e Tolkien é imperador. Técnico em Química e buscando ser químico industrial intercalado com a vida de escritor, um dia qualquer publicará seu livro. Não dispensa um cinema...

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