Sinopse Global Editora

Visitar os mistérios da existência guiados pela intuição poética de Cecília Meireles é um privilégio maior. Com sensibilidade e inteligência, sua poesia alivia as nossas dúvidas, nos acorda para os encantos dos dias, nos enche de auroras como se o tempo todo inteiro só fosse feito de manhãs. A poeta soube, como ninguém, que o homem é verbo e sua vida é conjugável: é passado, é presente, é futuro. Por ser assim, sua escritura não tem idade.

Opinião

Alheias e nossas as palavras voam.
Bando de borboletas multicores, as palavras voam
Bando azul de andorinhas, bando de gaivotas brancas,
as palavras voam.
Viam as palavras como águias imensas.
Como escuros morcegos como negros abutres, as palavras voam.
Oh! Alto e baixo em círculos e retas acima de nós, em redor de nós
as palavras voam.
E às vezes pousam.
Voo – Cecília Meireles

“Voo” é uma das poesias que encontra-se nessa belíssima e bem desenvolvida coletânea de textos de Cecília Meireles organizado por Bartolomeu Campos de Queirós.

Poesia são textos pequenos e cheios de figuras de linguagens. Para entende-los é preciso permitir com que cada figura se torne real na mente com a intuição de aceitar o que o poeta quer transmitir.

Cecília usou as palavras e todos os seus recursos para transmitir emoção, coragem, fé, amor e vontade própria. Ler seus textos é um alivio deslumbrante e refoga a alma de dias turbulentos e cheios de dores.

Ela diz que o homem é capaz e que em toda sua existência cada momento nunca foi em vão e que existe uma força capaz de revolucionar e mudar.

Com ternura e sensibilidade, Cecília brinca com as palavras deixando-as refrescantes e próximas. Quando lemos é possível ouvir a música que surgem de suas rimas e mesclado com a melodia buscamos por mais páginas de toda sua vasta gama de palavras.

As palavras voam é de fato uma coletânea de vários sentimentos e que prova a convivência com a harmonia e como isso é capaz de ser transformador e revolucionário em uma vida.

Avaliação: 5 estrelas

A autora Cecília Meireles Filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles, funcionário do Banco do Brasil S.A., e de D. Matilde Benevides Meireles, professora municipal, Cecília Benevides de Carvalho Meireles nasceu em 7 de novembro de 1901, na Tijuca, Rio de Janeiro. Foi a única sobrevivente dos quatros filhos do casal. O pai faleceu três meses antes do seu nascimento, e sua mãe quando ainda não tinha três anos. Criou-a, a partir de então, sua avó D. Jacinta Garcia Benevides.

Estudou literatura, música, folclore e teoria educacional. Colaborou na imprensa carioca escrevendo sobre folclore. Atuou como jornalista em 1930 e 1931, publicou vários artigos sobre os problemas na educação. Fundou em 1934 a primeira biblioteca infantil no Rio de Janeiro.

Cecília Meireles lecionou Literatura e Cultura Brasileira na Universidade do Texas, em 1940. Profere em Lisboa e Coimbra, conferência sobre Literatura Brasileira. Publica em Lisboa o ensaio “Batuque, Samba e Macumba”, com ilustrações de sua autoria. Em 1942 torna-se sócia honorária do Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro. Realiza várias viagens aos Estados Unidos, Europa, Ásia e África, fazendo conferências sobre Literatura Educação e Folclore.

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Origem - Dan Brown - Editora Arqueiro

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