Sinopse Aleph: A humanidade finalmente chegou à era das viagens interestelares. A má notícia é que há poucos planetas habitáveis disponíveis – e muitos alienígenas lutando por eles. Para proteger a Terra e também conquistar novos territórios, a raça humana conta com tecnologias inovadoras e com a habilidade e a disposição das FCD – Forças Coloniais de Defesa. Mas, para se alistar, é necessário ter mais de 75 anos. John Perry vai aceitar esse desafio, e ele tem apenas uma vaga ideia do que pode esperar. “Guerra do Velho” é frequentemente comparado a um dos maiores clássicos da ficção científica: Tropas Estrelares, de Robert Heinlein. O próprio Scalzi já confirmou que Heinlein é uma das suas maiores influências e que a obra foi escrita seguindo os princípios que ele acredita serem próprios da escrita do autor que tanto admira.

Opinião: O livro Guerra do Velho é narrado em primeira pessoa pelo personagem Jonh Perry, onde ele nos é apresentado em seu aniversário de 75 anos, e ele tem duas coisas a fazer nesta data, visitar o túmulo de sua esposa e se alistar no exército. Com esta premissa, Scalzi nos insere no enredo do livro, deixando o leitor curioso para o fato de como uma pessoa de 75 anos será útil no exército.

Ao se alistar, Perry é apresentado as FCD (Forças Coloniais de Defesa) e passará por várias etapas de avaliações com outros idosos como ele, e é aí que ele conhece os Velharias; Harry, Jesse, Alan, Maggie, Tom e Susan, grupo de amigos que se forma antes da real admissão e inserção deles à FCD. Após o processo de treinamento e adaptação de todos, começam as missões de fato. Com a aparição das Forças Especiais, o enredo ganha novos mistérios, e o fechamento do livro fica voltado para esse novo arco explorado no livro.

Perry é um personagem de um humor ímpar, isso é um dos pontos positivos para a narração em primeira pessoa, porque logo desenvolvemos simpatia por ele. Os personagens secudários são até certo ponto bons, mas não há um desenvolvimento, um aprofundamento para com eles, e neste caso isso acaba meio que fazendo você não sentir a falta deles no decorrer da história.

Separados em capítulos rápidos a leitura se desenvolve muito bem e isso faz com que você devore o livro. A ciência desenvolvida por Scalzi é interessante e até certo ponto plausível, mas o aprofundamento é raso e deixa a desejar, comparando com Perdido em Marte, as partes científicas deste último são explicadas de forma detalhada, isso dá mais credibilidade no quesito da Ficção Científica em si. Já em Guerra do Velho, os termos científicos não são muito bem explicados e você vai “engolindo” toda esta falta de explicação pelo fato da narrativa ser muito boa e leve, isso me fez refletir se era um ponto positivo ou negativo, não sei me definir, ponto pro Scalzi, que lhe prende na trama tão bem e faz com que você não pense muito neste quesito.

O livro tem um fechamento relativamente satisfatório, onde não me deixou muito curioso e ansioso para os próximos livros da saga, mas como a narrativa do Scalzi é muito boa e o personagem Perry também, pretendo dar continuidade.

Avaliação: 4/5 estrelas.

O Autor: John Scalzi é escritor, editor e crítico de cinema. Ex-presidente da Science Fiction and Fantasy Writers os America (Escritores de Ficção Científica e Fantasia da América), já ganhou os prêmios Hugo e Locus, além do prêmio John W. Campbell de Melhor Escritor Estreante com Guerra do Velho, seu primeiro romance. Entre seus livros estão Redshirts e Lock In. Scalzi mora em Ohio, nos EUA, com a esposa, a filha e vários animais de estimação. Em fevereiro de 2015, fechou um contrato com a editora Tor Books de cerca de $3,4 milhões, para publicar 13 livros nos próximos 10 anos. O canal SyFy está produzindo uma série de TV – chamada Ghost Brigades – como adaptação do livro, e a Paramount já comprou os direitos para levar a história para as telas do cinema.

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Estudante de Rádio e TV na Universidade Federal da Paraíba, viciado em livros, principalmente de Fantasia, Horror e Terror, fã do Rothfuss, Sanderson, Martin, King, Rowling, Záfon, Lynch entre outros. Apreciador da sétima arte, adora séries, cães e não vive sem música.

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