Resenha: Laranja Mecânica – Anthony Burgess

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“Laranja Mecânica” (Anthony Burgess, 1962) talvez tenha sido uma das leituras que mais me tenha pedido de mim atenção. Se você acha não confundir todos os Aurelianos Buendias de “Cem Anos de Solidão” (Gabriel Garcia Márquez, 1967) complicado, então prepara-se para o vocabulário nadsat de “Laranja Mecânica”. Se você já assistiu a versão cinematográfica de Stanley Kubrick, então você já está um pouco mais familiarizado ao horrorshow, ultraviolencia, moloko e toltchok, mas se é o seu primeiro contato com o mundo de Alex, ele vai ser desafiador, mas incrível.

No livro somos apresentados a Alex, um adolescente (no filme ele parece mais velho, mas no livro ele é realmente muito jovem) rebelde, violento e que se diverte na rua pelas noites na companhia de seus amigos cometendo delitos como roubos, agressões físicas e estupros. Após uma noite malsucedida, Alex é preso e, anos mais tarde, passa por um processo de “cura”, um tipo de lavagem cerebral chamada Ludovico, para torna-lo não violento.

O livro é fantástico, assim como seus companheiros de estilo “1984” (George Orwell, 1949) e “Admirável Mundo Novo” (Aldous Huxley, 1932), formando a tríade da literatura distópica. O mundo violento e semi-totalitário de Burgess não parece uma realidade distante agora e talvez todo o contexto da época em que foi escrito case muito bem com parte do contexto mundial de hoje. Assim como as obras de Orwell e Huxley.

As edições mais nova contém um glossário nadsat bem interessante para você poder ponear o que tantos esses druguis govoretam!

5/5

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Carioca de nascimento e juiz-forana de todo o resto, Iracema Martins é jornalista por vocação, paixão e formação. Cresceu em uma casa cercada de livros, cultura, história e política, seus tópicos favoritos para conversas. Além de ser apaixonada por livros, assiste mais séries do que consegue acompanhar, não vive sem música e ama cinema.

2 COMENTÁRIOS

  1. Esse livro é maravilhoso, um dos meus preferidos. Só um toque pessoal, esse texto tá cheio de erros de gramática e nem parece resenha e sim um resumão basicão. Um livro desse porte não merecia um tratamento desses de vcs…

    • Ei, Edgar, obrigada pelas dicas dos erros, às vezes eles passam sem que a gente perceba. E obrigada também pela crítica. Estamos sempre em processo de aprendizado e mudança. E sempre buscando melhorar nossas resenhas e trabalhos :)!

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