Resenha: Eu, você e a garota que vai morrer – Jesse Andrews

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Boa parte dos romances que tem o câncer como tema são tristes. Mesmo “A Culpa é das Estrelas” (John Green, 2012) que tem ótimas sacadas irônicas, não foge da tristeza que uma doença cruel causa há tanta gente. Até que me deparei com “Eu, você e a garota que vai morrer” (Jesse Andrews, 2012).

O livro é escrito pelo ponto de vista de Greg, um garoto de 17 anos. Um dia, no início do seu último ano de escola, sua mãe lhe conta que Rachel, uma antiga colega da escola judaica, está com leucemia e pede a Greg que retome a amizade perdida. Mas a verdade é que Greg é aquele tipo de cara que não tem amigos, não na frente de todo mundo. Passou todos os anos da escola fazendo parte de todos os grupinhos sociais sem, de verdade, fazer parte de algum deles.

Aliás, Greg tem um amigo de verdade: Earl. Os dois se conhecem desde o jardim de infância e durante o fundamental começaram a produzir filmes. A amizade deles era assim, quase um negócio comercial cinematográfico. Bom, o fato é que os dois se aproximam de Rachel e, de repente, ela vira a fã número dos filmes produzidos por eles.

Tendo que lidar com a doença da garota, Greg e Earl começam a produzir pequenos filmes para Rachel e a construir uma bela amizade. E aí você pensa que, por ser um livro de adolescente e câncer, é um livro triste. Mas, não, não é. Não é livro triste. Muito pelo o contrário. É divertido. Bizarramente divertido. E, ao mesmo tempo, surpreendentemente sensível. No fim, a gente aprende que só sabe lidar com as coisas quando elas, de fato, acontecem.

A prazerosa narrativa de Jesse Andrews ganhou adaptação para os cinemas em 2015, recebendo ótimas críticas por todos os festivais que passou. O filme faz jus a obra literária e é tão divertido quanto, conseguindo capturar o espírito e a essência das páginas do livro.

Nota: 5/5

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