Resenha: Coleção “O Guia do Mochileiro das Galáxias” – Douglas Adams

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“Não entre em pânico” é a primeira coisa que você aprender ao ler os cinco livros da coleção “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (Douglas Adams, 1979 – 1992). A segunda coisa que você aprende é a importância que uma toalha pode ter na vida.

A trilogia de cinco de Adams começa no dia em que a Terra, esse planeta “praticamente inofensivo”, é destruído para dar espaço a construção de uma via expressa hiperespacial. Arthur Dent, um inglês para lá de azarado, e Ford Prefect, um alien que chegou à Terra para escrever sobre o planeta para o “Guia”, se salvam da destruição do planeta pegando carona na nave de construção Vogon, responsável pela nova via expressa. Logo a dupla é descoberta e expulsa da nave. Todas as probabilidades indicariam que seria o fim de Arthur e Ford, até que eles são resgatados por Zaphod Beeblebrox, a humana Trillian e o androide paranoide, o robô deprimido (e adorável), Marvin. Abordo da nave Coração de Ouro, o improvável grupo roda por galáxias longínquas, planetas estranhos, encontram criaturas nada amistosas, assistem ao fim do universo e transitam pelo espaço-tempo.

Com várias reviravoltas durante, principalmente, os quatro primeiros livros (“O Guia do Mochileiro das Galáxias”, 1979; “O Restaurante no Fim do Universo”, 1980; “A Vida, o Universo e Tudo Mais”, 1982; “Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!”, 1984), a obra de Adams é uma divertida viagem por um universo que bem poderia ser real. Quer dizer, como seria descobrir que a Terra, na verdade, foi uma encomenda? Ou então poder viajar pelo espaço-tempo, visitando outras eras e outras realidades? Além disso, com um humor afiado e uma ironia ímpar, Douglas Adams usa alienígenas e galáxias distantes para fazer uma constante crítica à sociedade e à vida.

Quase 10 anos após a publicação do quarto livro, Adams lançou “Praticamente Inofensiva” (1992). A história se passa 15 após “Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!”, mas difere de todos os livros anteriores. Não que ele seja ruim, é apenas diferente. É, também, um ótimo desfecho para a coleção e surpreende até a última página. De verdade.

O “Guia” é uma coleção apaixonante, leitura imprescindível para quem ama ficção cientifica, humor e universo nerd. Os personagens são cativantes, os diálogos hilários e a narrativa absurdamente engraçada e divertida. É impossível não  maravilhosa criatividade de Douglas Adams. No fim, além de todas aquelas coisas que eu citei, você aprende que a resposta para tudo, a vida, o universo e tudo o mais, é 42.

Até mais, e o obrigado pelos peixes.

Nota: 5/5

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Carioca de nascimento e juiz-forana de todo o resto, Iracema Martins é jornalista por vocação, paixão e formação. Cresceu em uma casa cercada de livros, cultura, história e política, seus tópicos favoritos para conversas. Além de ser apaixonada por livros, assiste mais séries do que consegue acompanhar, não vive sem música e ama cinema.

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