Resenha: Placebo Junkies – J.C. Carleson

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Você já parou para pensar quem reporta aqueles efeitos colaterais presentes nas bulas dos remédios? Não são apenas suposições da indústria farmacêutica. Após teste em ratos de laboratório, as novas drogas são testadas por nós, humanos. São esses ratos homo sapiens o pano de fundo do desenvolvimento de “Placebo Junkies” (J.C. Carleson, 2015).

Audie é uma jovem que faz dinheiro sendo voluntária em testes laboratoriais. Mesmo os efeitos colaterais, quando, infelizmente, ela não é premiada com um placebo, compensam a grana ‘fácil’. Junto a ela, vários outros jovens também vivem da mesma maneira. Alojados em apartamentos próximo ao hospital, um dos vários locais de testes, as cobaias humanas atravessam os efeitos colaterais da dose de hoje com a de amanhã e assim vão vivendo. Mas, de todos esses esquemas e dosagens, o melhor da vida de Audie é seu namorado com uma doença terminal, Dylan. Aos poucos, seduzida por um plano mirabolante de ganhar muito dinheiro em pouco tempo, as coisas saem do controle e Audie já não sabe o que é ou não real.

Com um toque de mistério e muitas reviravoltas, “Placebo Junkies”, é a quarta publicação da ex-agente secreta da CIA, J.C. Carleson que, para escrever a obra, pesquisou profundamente o submundo dos voluntários de testes farmacológicos. “Placebo Junkies” é uma obra que necessita atenção. O mínimo piscar de olhos pode fazer com que você se perca no meio das linhas. O estranho, o bizarro desse universo é só a ponta do iceberg no mundo louco de Audie.

A narrativa Carleson é densa, porém fluida. A história prende, surpreende, cativa e deixa gosto de quero mais. Provavelmente você nunca mais vai olhar para os seus remédios com os mesmos olhos.

Nota: 5/5

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Carioca de nascimento e juiz-forana de todo o resto, Iracema Martins é jornalista por vocação, paixão e formação. Cresceu em uma casa cercada de livros, cultura, história e política, seus tópicos favoritos para conversas. Além de ser apaixonada por livros, assiste mais séries do que consegue acompanhar, não vive sem música e ama cinema.

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