Resenha: A Geografia de Nós Dois – Jennifer E. Smith

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Assim, por acaso, a gente compra um livro pela capa e acaba adorando cada letra impressa. E, às vezes, a gente compra um livro pela capa e se arrepende amargamente. Dei sorte com “A Geografia de Nós Dois” (Jennifer E. Smith, 2014). Apaixonante é pouco para descrevê-lo, mas vou tentar.

Nova York, verão, muito calor. Talvez no que tenha sido um dos dias mais quentes da estação, um grande apagão acontece na Big Apple e Lucy fica presa no elevador do seu prédio. Junto a ela, no cubículo, está Owen. Os dois vivem na mesma edificação. Ela, no vigésimo quarto andar. Ele, no subsolo. E por causa do apagão passam o dia juntos. Vinte e quatro horas sem luz. Vinte e quatro horas de sorvetes derretidos, trânsito caótico, confissões e estrelas no céu sempre apagado pelas luzes da cidade. Em vinte quatro horas, Lucy e Owen vivem momentos que muita gente não vive na vida. Depois dos acontecimentos, os dois não param de pensar um no outro. Como em toda história de amor, a vida se coloca no meio, ou melhor, a geografia. Um mar. Um continente. Mas, mesmo assim, aqueles momentos durante o blecaute se mantêm vivos.

Como uma narrativa cativante e deliciosa, Jennifer E. Smith nos faz torcer tão loucamente por Owen e Lucy que dá vontade de colocar um avião no meio da história para juntá-los outra vez. Ao mesmo, você tem uma vontade absurda de brigar com os dois. E, no meio disso tudo, você torce mesmo é para que os dois sejam felizes, conheçam a si mesmos, trespassem seus problemas internos e familiares e se encontrem pelos caminhos.

“A Geografia de Nós Dois” é um livro fofo que fala de amor, mas também de segundas chances, de luto, de dar a volta por cima, de se encontrar e encontrar o outro. Fala de esperanças, constelações e de como  quando é verdadeiro, a distância é só um detalhe. Consegui explicar como é apaixonante? Pelo menos tentei!

Nota: 5/5

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