Resenha: O Apanhador no Campo de Centeio – J. D. Salinger

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Praticamente todas as gerações de jovens já foi reproduzida em páginas de livros. Talvez o tema mais abordado em todas as obras seja o vazio desses personagens, jovens de idade, mas velhos em angustias, medos e inseguranças. Um clássico nesse tema e leitura obrigatória é “O Apanhador no Campo de Centeio” (J.D. Salinger, 1951). Confesso que a obra estava na wishlist já havia algum tempo, mas só fui lê-lo há algumas semanas.

Ambientado em Nova York, em dezembro de 1949, “O Apanhador no Campo de Centeio” acompanha as angustias e dúvidas de Holden Caulfield, um jovem de 17 anos, membro de uma família rica da Big Apple e estudante do prestigiado internato para meninos, Colégio Pencey. Após saber que será expulso da escola, já que reprovou em várias disciplinas, Holden decide abandonar o colégio dias antes e retorna à Nova York. Com medo de confrontar os pais, ele se hospeda em um hotel e perambula pela cidade enquanto o dia oficial de seu retorno para casa não chega. Com muitos excessos, Holden passa horas em volta de cigarros e bebidas, questionamentos, insônias, depressão e rebeldia.

Você provavelmente já viu algum filme ou leu algum livro que citasse a obra de Salinger, sendo essencial para o autoconhecimento ou descoberta literária de vários personagens. Não é para menos, “O Apanhador no Campo de Centeio” é um clássico de questionamento. Atemporal, Salinger consegue expor em páginas todas os questionamentos que qualquer adolescente ou jovem adulto sente, em qualquer lugar do mundo, em qualquer geração.

Holden Claufield é um retrato do vazio existencial do crescimento. É o desenho de como, por mais abastada que seja a vida, ela pode ser ruim, ela pode doer e, ao mesmo tempo, anestesiar. J. D. Salinger eternizou o retrato da juventude e, mesmo 50 anos depois, sente as mesmas angustias e busca nos excessos as respostas para todas as perguntas.

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Carioca de nascimento e juiz-forana de todo o resto, Iracema Martins é jornalista por vocação, paixão e formação. Cresceu em uma casa cercada de livros, cultura, história e política, seus tópicos favoritos para conversas. Além de ser apaixonada por livros, assiste mais séries do que consegue acompanhar, não vive sem música e ama cinema.

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